Vejo a cor da tua voz
correndo em meu labirinto
várzea sonora sulcada pelas mãos,
aura da voz liqüefeita, água jorrando dos olhos nascentes...
à nossa frente um céu de luz infinda.
parece que viajo no ácido do teu hálito
como essa voz que ecoa,
e um turbilhão de imagens,
percorre todo o corpo
pelos recantos porosos o êxtase profuso
e os nossos dias que pairam,
zonzos de manhã.