Nuvens movediças da madrugada

Nimbos elétricos

Cores indecifráveis

Sentado na sarjeta alguém que não é reconhecido

Deseja a morte como se falasse com Deus

Mas a onipotência também não sabe quem ele é,

Então sobre a face oculta do vazio ele se despe

Procura um bueiro sem fim

Untado de caramelo e magma

Se não conseguir as luzes dos holofotes

Que ao menos tenha a escuridão do esquecimento.